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Dólar fecha em alta ante o real pelo segundo dia seguido

Na semana, a moeda está praticamente estável, com leve queda acumulada em 0,19%.

Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar fechou em alta frente ao real nesta quinta-feira (21), um dia marcado por saída de recursos do mercado local enquanto investidores adotam uma postura mais defensiva, à espera do discurso de amanhã da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Janet Yellen, e também mantêm maior cautela em relação ao cenário político local, no aguardo de novas pesquisas eleitorais.

A moeda norte-americana encerrou as negociações com valorização de 0,23%, cotado a R$ 2,2683 para venda, após alta fechar em alta de 0,57% na véspera, depois de quatro quedas consecutivas.

Na semana, a moeda está praticamente estável, com queda de 0,19%. No mês, há desvalorização de 0,07% e no ano, de 3,78%.

O dólar operou em queda durante boa parte do dia, mas anulou as perdas na última hora de pregão. Segundo operadores de importantes bancos nacionais e internacionais, o movimento foi consequência da zeragem de uma posição vendida em dólares que havia sido montada pela manhã, destaca a Agência Reuters.

“Depois da espichada de ontem, o mercado vai caminhar de lado até termos novidades sobre a questão do Fed”, afirmou à Reuters o superintendente de câmbio da corretora Advanced, Reginaldo Siaca.

Na véspera, o Fed indicou que pode subir os juros em breve ao afirmar, em ata de sua reunião de julho, que tem sido surpreendido pelo ritmo de recuperação do mercado de trabalho. Juros mais altos nos EUA poderiam atrair recursos atualmente aplicados em outros países, como o Brasil.

Novas pistas sobre o futuro dos juros dos EUA podem vir na sexta-feira, quando a chair do Fed, Janet Yellen, falará sobre o mercado de trabalho em simpósio em Jackson Hole.

No Brasil, o mercado se mantém atento aos rumos da corrida presidencial, após Marina Silva ser oficializada como cabeça de chapa do PSB.

Investidores que criticam a política econômica do atual governo receberam bem a pesquisa da última segunda-feira, que mostrou que a entrada da ex-senadora na disputa praticamente enterrou as chances de a presidente Dilma Rousseff (PT) ser reeleita no primeiro turno.

As intervenções do Banco Central brasileiro no mercado de câmbio também influenciaram o resultado de hoje.

Na primeira parte da sessão, o BC deu continuidade ao seu programa de intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Os contratos vencem em 1º de setembro de 2015 e correspondem a US$ 197 milhões. Também foram ofertados contratos para 1º de junho, mas nenhum foi vendido.

Além disso, a autoridade monetária vendeu a oferta integral de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em setembro. Ao todo, já rolou cerca de 64% do lote total, que corresponde a US$ 10,070 bilhões.

*As informações das cotações de fechamento são da Agência Thomson Reuters.

 


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