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Suicídios no Japão caem pelo 6º ano seguido, mas nível ainda segue alto

Apesar de apresentar recuo gradativo, o nível de suicídios no Japão ainda é um dos mais altos entre os países desenvolvidos.

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O número de suicídios registrados no Japão em 2015 recuou 5,5% em relação ao ano anterior, para 24.025, marcando o sexto ano consecutivo de descenso, informou a Agência Nacional de Polícia (ANP) do país em seu relatório anual.

Apesar de apresentar um recuo gradativo, o nível de suicídios no Japão ainda é um dos mais altos entre os países desenvolvidos se comparado com o volume total de sua população.

Contudo, a queda em 2015 representa um recuo de 1.402 em relação a 2014, quando o país registrou 25.427 suicídios.

Das 47 Prefeituras do Japão, Tóquio, a mais povoada do país, foi de novo a que teve o maior número de mortes deste tipo. Enquanto a província de Fukushima, gravemente afetada pelo terremoto e tsunami de há cinco anos e a crise nuclear resultante, registrou alta após recuar em 2014.

A agência publicou também dados sobre suicídios cujas causas e motivos considera ligados ao “impacto direto” do terremoto e tsunami, bem como do acidente nuclear, o que tem feito desde 2012.

Os dados mostram que a polícia japonesa registrou 22 suicídios relacionados à catástrofe de 2011, um a menos do que o registrado em 2014. Desse total, 19 ocorreram na província de Fukushima, três em Iwate e um em Miyagi.

É a primeira vez que os suicídios em Fukushima foram responsáveis ​​por mais de 80% de todos os suicídios ligados ao desastre.

Por idade, pessoas na faixa etária de 70 anos representaram a maior parcela dos suicídios, totalizando sete, enquanto cinco em seus 60 anos, quatro na faixa dos 40 e 80 anos e apenas uma pessoa com 20 anos.

“As mortes refletem os efeitos das evacuações prolongadas que foram desencadeadas pelo desastre nuclear no complexo atômico Fukushima Daiichi”, disse um oficial do Escritório do Gabinete Japonês enquanto divulgava os dados, na última sexta-feira.

Segundo os últimos dados relacionados com o desastre nuclear, e cuja a explosão completou cinco anos o dia 11 deste mês, quase 60 mil pessoas que viviam junto à usina de Fukushima ainda vivem em abrigos ou em casas pré-fabricadas temporárias, sem poder retornar a suas casas pelos altos índices de radiação.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Japão, um país com cerca de 126 milhões de habitantes, está entre os 10 com a taxa de suicídio mais elevadas entre os países membros da organização. O índice da OMS aponta que ocorre cerca de 20 suicídios ao ano por cada 100 mil japoneses.

(Da Agência Kyodo)

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