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Japão está preocupado com o futuro sucessório da família imperial

Imperador Naruhito e família | Foto: Agência da Casa Imperial

Governo vai estudar meios de garantir a sucessão imperial, inclusive uma possível mudança nas leis para permitir a ascensão de mulheres ao trono.

O Governo japonês informou que pretende analisar formas para garantir a estabilidade da sucessão imperial assim que uma série de cerimônias que marcam a ascensão ao trono do imperador Naruhito for concluída, o que deve terminar neste outono.

Segundo o canal de notícias online da emissora estatal ‘NHK’, a preocupação é tamanha que o governo não pretende estabelecer um painel, e sim ouvir individualmente especialistas em história da Casa Imperial do Japão e em outros assuntos pertinentes a sucessão.

Atualmente, sucessores ao trono japonês precisam ser homens que pertençam à linhagem imperial, ou seja, filhos homens de imperadores, sendo proibido a ascensão de mulheres, mesmo que seja filhas primogênitas do imperador.

Contudo, nem sempre um casal imperial tem filhos do sexo masculino, como é o caso do imperador Naruhito e de sua esposa, a Imperatriz Masako, que têm uma única filha, a jovem Aiko de 17 anos, que atende pelo título de Princesa Toshi.

Com a entronização do imperador Naruhito, atualmente apenas três “homens” estão qualificados para assumir o trono: o irmão mais novo do imperador, o príncipe herdeiro Fumihito, Príncipe Akishino, de 53 anos; o filho mais novo de Fumihito, o príncipe Hisahito, de 13 anos; o Príncipe Hitachi, de 83 anos, irmão do imperador emérito Akihito.

Família imperial reduzida

Essa linha de sucessão monárquica é a menor do mundo, principalmente porque a família imperial está cada vez mais reduzida. O principal motivo está no fato de que as mulheres precisam abdicar do título de princesa da Casa Imperial caso se casem com plebeus – algo que tem acontecido muito, principalmente porque tem nascido mais mulheres do que homens na Casa Imperial.

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O secretário-chefe do Gabinete e porta-voz do governo do Japão, Yoshihide Suga, reiterou na segunda-feira a postura cautelosa do governo em ampliar as qualificações para sucessão.

Algumas pessoas dizem que deveria ser permitido que mulheres ou seus descendentes assumam o trono. Algumas também afirmam que deveria ser permitido que mulheres permaneçam na família imperial mesmo depois de se casarem com plebeus japoneses.

Uma pesquisa de âmbito nacional realizada em 2018 pela agência Kyodo, revelou que 76% da população japonesa é favorável que mulheres ascendam ao trono, enquanto que 85% querem que as mulheres permaneçam com o título de membro da Casa Imperial mesmo depois de casadas com plebeus.

Contudo, as Leis da Casa Imperial do Japão que vetam mulheres no trono e casamento com plebeu faz parte da Constituição Japonesa e, portanto, uma mudança terá que passar pelo Parlamento japonês após voto público.

MN – Mundo-Nipo.com
Fontes: NHK News | Kyodo News.

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