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Japão e Reino Unido se unem no desenvolvimento de novo míssil

Míssil ar-ar (Foto: Creative Commons / Greg Goebel)

O desenvolvimento balístico com Londres será o primeiro do Japão além dos Estados Unidos.

O Japão está se unindo ao Reino Unido para desenvolver um novo tipo de míssil ar-ar (AAM, na sigla em inglês), no que será o primeiro projeto de equipamentos de defesa de Tóquio com um parceiro além dos Estados Unidos, além de um grande passo em direção a nova política de exportação de armas do país, informou nesta sexta-feira (24) o jornal financeiro ‘Nikkei’.

A arma planejada incorporará um poderoso sistema de radar desenvolvido pela Mitsubishi Electric no míssil Meteor, do fabricante europeu MBDA, o que combinará longo alcance e alta precisão, adianta o jornal japonês.

Um protótipo será construído a partir do ano fiscal de 2018, que inicia em março próximo. Os testes com fogo real no Reino Unido deverão começar já no ano fiscal de 2023, momento em que Tóquio e Londres decidirão se o projétil será produzido em massa para comercialização.

Segundo o ‘Nikkei’, a intenção é que o novo míssil se torne um dos equipamentos balísticos do caça furtivo da quinta geração F-35, fabricado pelos EUA, e que atualmente integra a Força Aérea de Autodefesa do Japão.

Ainda de acordo com o ‘Nikkei, as exportações para países como Alemanha e França também serão consideradas pelos dois países.

O governo japonês e o britânico esperam anunciar a parceria da produção de mísseis – que atualiza um acordo de pesquisa existente – em uma declaração conjunta após uma reunião de seus principais funcionários diplomáticos e de defesa programada para 14 de dezembro em Londres.

O Japão trabalhou apenas com os EUA no desenvolvimento de equipamentos de defesa, como o projeto do interceptor de mísseis SM-3 Block IIA, por exemplo. “Agora, a parceria britânica ajudará a reduzir a dependência de Tóquio em Washington”, afirma o jornal japonês.

Segundo o jornal russo Sputnik, esse projeto, denominado JNAAM (em português, Novo Míssil Ar-Ar Conjunto), foi iniciado em novembro de 2014 e aprovado pelo Conselho de Segurança Nacional do Japão, um acordo que parece iniciando seu curso de fato.

Do Mundo-Nipo
Fonte principal: Jornal Nikkei.