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Dólar segue exterior e fecha em queda

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O dólar teve leve queda de 0,17% e acumula desvalorização de 1,80% na semana.

O dólar fechou em leve queda frente ao real nesta quinta-feira (25), pelo segundo pregão consecutivo, acompanhando o movimento no mercado externo, onde houve uma trégua na aversão a risco após recuperação do preço do petróleo, mas o sentimento dos investidores continuou frágil diante de incertezas sobre a China. Notícias sobre o cenário político local também contribuíam para a alta do real.

A moeda norte-americana caiu 0,17%, cotada a R$ 3,9500, após atingir R$ 3,9207 na mínima e R$ 3,9540 na máxima da sessão.

Na semana, o dólar acumula desvalorização de 1,80%. No mês de fevereiro, tem perda de 1,84%. No ano, há variação positiva de 0,05%.

O mercado de câmbio local acompanhou o movimento no exterior, em meio ao ambiente de menor aversão a risco com os preços do petróleo mostrando uma recuperação no período da tarde, após queda vista pela manhã.

A recuperação do petróleo e do bom humor global veio após notícias de que a Rússia, Arábia Saudita e Qatar concordaram em se reunir em março para discutir o congelamento da produção nos níveis de janeiro. A reunião deve contar com a participação dos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), segundo anúncio feito pelo ministro de Petróleo da Venezuela, Eulogio Del Pino.

Operadores ressaltaram, porém, que a trégua pode não se sustentar, especialmente levando em conta sinais de fraqueza da economia chinesa e o cenário brasileiro político e econômico conturbado. Nesta sessão, as ações chinesas despencaram mais de 6%.

No mercado local, notícias no cenário político contribuíam para sustentar a alta do real. Analistas comentaram a nova campanha eleitoral do PMDB, que será apresentada nesta semana, em que o partido atribui a crise econômica à “má gestão” e propõe uma “mudança de ânimo” no país. A leitura é de que a proposta de rompimento do apoio ao governo ganha força no PMDB, o que reforça as apostas em um impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A piora da expectativa do quadro fiscal, contudo, continua sendo um elemento que limita a recuperação do real.

Hoje o Tesouro Nacional anunciou o resultado do governo central apresentou superávit primário de R$ 14,835 bilhões em janeiro, que foi impulsionado pela receita de R$ 11 bilhões referente ao leilão das usinas hidrelétricas, realizado em novembro.

Embora o resultado tenha vindo acima do esperado pelo mercado, a perspectiva não é de melhora da dívida pública, afirma Paulo Petrassi, sócio-gestor da Leme Investimentos.

Nesta manhã, o Banco Central seguiu com a rolagem do lote de US$ 10,118 bilhões em swaps cambiais que vence em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos. Ao todo, a autoridade monetária já rolou US$ 9,276 bilhões, ou cerca de 92% do lote total.

Fontes: Agência Reuters | Jornal Valor Econômico.

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