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Obama chega ao Japão e visita histórica a Hiroshima será na sexta

Obama foi recebido no Aeroporto de Chubu por representantes do governo japonês e pela embaixadora Caroline Kennedy.

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou nesta quarta-feira (26) ao Japão, onde participará da cúpula do Grupo dos Sete (G7) que será realizada nos dois próximos dias no país. Além disso, o líder dos EUA fará a esperada visita à cidade de Hiroshima, no que representará a primeira vez que um presidente americano no exercício do poder visitará à cidade que foi alvo de um ataque nuclear por tropas americanas em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial.

Obama foi recebido na pista do Aeroporto Internacional de Chubu por representantes do governo japonês e pela embaixadora dos EUA no Japão, Caroline Kennedy, e deve se reunir hoje com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

Os outros líderes participantes da cúpula (Alemanha, Canadá, França, Itália e Reino Unido) também chegarão ao Japão entre esta quarta e quinta-feira.

A visita do líder norte-americano ao Japão faz parte de uma viagem pela Ásia e que começou no domingo (22), dia em que ele desembarcou no Vietnã e onde ficou até esta manhã.

Após a reunião do G7, Obama viajará na sexta-feira para Hiroshima ao lado do primeiro-ministro japonês. O líder da maior potência econômica mundial estava indeciso sobre a polêmica visita a Hiroshima. No início do mês, estava prevista apenas uma visita do presidente à região central do Japão no fim de maio, cujo motivo principal seria a cúpula do G7, que decorrerá entre os dias 26 e 27 de maio no parque natural de Ise-Shima, região central do Japão.

Embora a visita à cidade de Hiroshima esteja confirmada, Obama afirmou em entrevista à emissora pública ‘NHK’, no último dia 22, que não pedirá perdão publicamente pela bomba atômica lançada pelos Estados Unidos em agosto de 1945 em Hiroshima.

Ao ser questionado pela ‘NHK’ sobre o desejado e longamente esperado pedido de desculpas, Obama foi categórico e deu uma frustrada resposta negativa. “Não, porque creio que é importante reconhecer que, em meio a uma guerra, os líderes tomam decisões de todo tipo” respondeu Obama.

Em abril, o secretário de Estado, John Kerry, se tornou o funcionário americano de maior graduação a visitar a cidade. Na ocasião, Kerry se disse “profundamente comovido” com a visita e acrescentou que Hiroshima foi “um marco devastador que interpela toda a sensibilidade de um ser humano”.

A bomba lançada sobre Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, matou 140 mil pessoas. Depois desse ataque, os Estados Unidos lançaram, três dias depois, uma segunda bomba sobre a cidade de Nagasaki, no sudoeste do arquipélago japonês. Em 15 de agosto, depois do último bombardeio e da declaração de guerra da União Soviética, o imperador Hirohito do Japão anunciou o cessar-fogo. Em 2 de setembro, o Japão assinava o instrumento de rendição incondicional, pondo fim à guerra.

O papel das bombas atômicas na rendição japonesa e a sua justificativa ética continuam a ser debatidos. Em um estudo do instituto norte-americano Pew Research Center, realizado no ano passado, mais de 56% dos norte-americanos consideraram que a utilização da bomba atômica contra o Japão foi justificada, contra 79% dos japoneses que afirmaram o contrário.

Tanto Hiroshima quanto Nagasaki, únicas cidades no mundo a sofrerem ataques nucleares, pediam para que Obama se torne o primeiro presidente norte-americano a visitar ambas as cidades, bem como um apelo para um pedido formal de desculpas em nome dos Estados Unidos, o que, pelo visto, não irá acontecer.

Fontes: Jornal O Dia – online |Agência AFP | Agência Kyodo.

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