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Dólar tem 2ª queda seguida e fecha semana volátil abaixo de R$ 4

A sessão foi marcada por mais um dia volátil, com o dólar chegando a subir 0,44% na máxima e a recuar 2,69% na mínima.

Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar recuou ante o real pelo segundo dia consecutivo, e fechou cotado abaixo de R$ 4 nesta sexta-feira (25). Apesar da queda, a moeda dos EUA cumulou valorização ao final de uma semana marcada pela extensa volatilidade.

A divisa norte-americana encerrou o último pregão da semana em queda de 0,39%, cotada a R$ 3,9757 na venda, após passar dois dias acima de R$ 4. Na terça-feira, o dólar fechou a R$ 4,0538 e, na quarta, a R$ 4,1461, maior cotação na história do real, moeda criada em 1994.

Na semana, o dólar subiu 0,44%. No mês e no ano, há alta acumulada de 9,61% e 49,54%, respectivamente.

A sessão nesta sexta-feira foi marcada por mais um dia de volatilidade, embora um pouco menos intensa do que nos últimos dias. O dólar chegou a subir 0,44% na máxima, a R$ 4,0088, e recuar 2,69% na mínima, a R$ 3,8841.

O movimento de sobre e desce foi influenciado pelas atuações do Banco Central no mercado e a absorção da fala de ontem do presidente da entidade, Alexandre Tombini.

Atuações do Banco Central no câmbio
Nesta sessão, o BC fez dois leilões de novos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) com compromisso de recompra, vendendo em cada oferta total de até 20 mil contratos. Os dois leilões já haviam sido anunciados na véspera.

No entanto, pela manhã, quando o dólar chegou a ser cotado a R$ 4, o BC interveio no mercado fazendo um terceiro leilão de swaps cambiais para tentar conter a alta.

Além disso, a autoridade monetária vendeu a oferta total de até 9.450 swaps cambiais para rolagem dos contratos que vencem em outubro. Ao todo, o BC já rolou o equivalente a US$ 8,064 bilhões, ou cerca de 85% do lote total, que corresponde a US$ 9,458 bilhões.

O BC também ofertou US$ 1 bilhão por meio de leilão de linha com compromisso de recompra em 4 de janeiro de 2016. O leilão de linha visa oferecer liquidez ao mercado, enquanto o de swap atende a demanda por hedge no médio prazo.

Atuação do Tesouro Nacional
A intervenção do Tesouro Nacional, fazendo leilões de títulos públicos, também contribuiu para segurar o dólar.

“O que aconteceu é que desligou o modo ‘pânico’ que o mercado havia ligado”, disse o estrategista de renda fixa da corretora Coinvalores, Paulo Celso Nepomuceno, à agência de notícias Reuters.

Na véspera, o Tesouro anunciou que realizará um programa de compra e venda de títulos públicos que se estenderá entre 25 de setembro e 2 de outubro. O presidente BC, Alexandre Tombini, afirmou que o BC e o Tesouro Nacional têm atuado em conjunto e têm os “instrumentos adequados para tirar riscos da mesa”.

“O Tesouro e o governo interromperam um movimento exagerado, mas não é como se desse para virar a página e tudo está bem. O cenário ainda está muito difícil, muito pressionado”, resumiu o superintendente de derivativos da corretora de um banco nacional.

Cenário internacional
O governo norte-americano revisou para cima os dados do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre. A economia dos Estados Unidos cresceu 3,9% no período.

Investidores também estavam de olho na política econômica norte-americana. Ontem, a presidente do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA), Janet Yellen, disse que a entidade espera elevar os juros ainda neste ano, contanto que a inflação permaneça estável e a economia esteja forte o suficiente para impulsionar o emprego.

Juros mais altos podem atrair para os EUA recursos atualmente investidos em mercados mais arriscados, como o Brasil.

(Com informações da Agência Reuters e Valor Econômico)

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