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Dólar recua ante o real, mas acumula alta de mais de 13% no ano

Na semana, a moeda acumulou, alta de 0,63% e, no mês, já subiu 3,98%.

Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar fechou em queda ante o real nesta sexta-feira (26), numa sessão marcada pelo baixo volume de negócios, com investidores aproveitando a ausência de divulgação de dados econômicos relevantes para corrigir parte da alta recente da divisa e ainda aguardando detalhes sobre o programa de intervenção no câmbio do Banco Central, que será estendido no próximo ano.

A moeda norte-americana encerrou o dia com desvalorização de 0,83%, cotada a R$ 2,6741 na venda, após o mercado ficar fechado na véspera devido ao feriado de Natal. Segundo dados da BM&F, o movimento financeiro ficou em torno de US$ 1,4 bilhão.

Na semana, a moeda acumulou, alta de 0,63% e, no mês, já subiu 3,98%. No ano, a valorização é de 13,43%.

No exterior, as atenções continuavam voltadas à Rússia, cuja moeda tem sofrido fortes perdas diante da queda nos preços internacionais do petróleo, e aos próximos passos do Federal Reserve, banco central norte-americano.

Diante dos recentes sinais de fortalecimento da economia norte-americana, cresciam as apostas de que o Fed elevará mais cedo a taxa de juros da maior economia do mundo, movimento que pode atrair aplicações financeiras hoje alocadas em outros mercados, como o brasileiro.

Entretanto, os mercados, que ficaram fechados na véspera devido ao feriado de Natal, também já se preparam para as festas de final de ano. Por isso, nos próximos dias, as cotações podem ficar mais voláteis no mercado interno antes do fechamento da Ptax do ano, que é referência para uma série de contratos financeiros, conforme destacou a Agência Reuters.

Faltando apenas alguns dias úteis para o fim de 2014, o BC ainda não detalhou os volumes de swaps cambiais (equivalente à venda de dólares no mercado futuro) que serão oferecidos no próximo ano dentro de seu programa de intervenção.

O presidente do BC, Alexandre Tombini, já disse que a oferta diária de swap pode ser reduzida para até US$ 50 milhões. Atualmente, a autoridade monetária oferece o equivalente a 200 milhões de dólares em swaps diariamente.

“Pela lógica, o BC reduziria a oferta (diária de swaps), mas não pode fazer porque a pressão de alta no dólar cresceria, o que é ruim para a inflação”, disse à Reuters o gerente de câmbio da corretora TOV, Reginaldo Siaca, para quem a moeda-norte-americana continuará rondando os R$ 2,70 no curto prazo.

 

Atuações do Banco Central no câmbio

Nesta manhã, o BC deu continuidade às intervenções diárias no mercado de câmbio, ofertando até 4 mil swaps cambiais, com volume equivalente a US$ 196,3 milhões. Foram 2,05 mil papéis com vencimento em 1º de setembro de 2015 e 1,95 mil para 1º de dezembro de 2015.

O BC também vendeu a oferta total de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro, que equivalem a US$ 9,827 bilhões. Até agora, a autoridade monetária já rolou cerca de 90% do lote total.

*As cotações são da Agência  Thomson Reuters 

 

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