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Dólar tem alta ante real com expectativa de reunião do BC dos EUA

É a quinta sessão seguida em que a divisa fecha abaixo de R$ 2,60.

Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar avançou levemente sobre o real nesta quarta-feira (28), com os investidores aguardando o resultado da reunião do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano. A principal preocupação é quando o Fed vai começar a subir as taxas de juros nos EUA.

A moeda norte-americana encerrou o dia com leve valorização de 0,25%, cotada a R$ 2,5769 na venda, após recuar 0,77% na véspera. É a quinta sessão seguida em que a divisa fecha abaixo de R$ 2,60. Segundo dados da BM&F, o movimento financeiro ficou em torno de US$ 1,6 bilhão.

Operadores de câmbio dizem que mercado está um pouco na defensiva em função do Fed. A queda recente do dólar, de 3,31% no ano até a véspera, também favorece a ação de compradores.

Ao fechamento do mercado de câmbio à vista, o Fed emitiu um comunicado, repetindo o termo usado na reunião anterior, afirmando que continuará “paciente” para elevar a taxa básica de juros. A autoridade monetária disse ainda e que a economia dos Estados Unidos está nos trilhos, apesar das turbulências em outros mercados ao redor do mundo.

Após a divulgação do comunicado, a cotação do primeiro contrato de dólar futuro, para fevereiro, passou a cair na BM&F.

Economistas ouvidos pela Reuters vinham mantendo suas estimativas de que o aperto monetário do Fed, que pode atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados em outros mercados, comece em meados deste ano. Nos mercados financeiros, contudo, uma série de indicadores econômicos fracos alimentou apostas de que o aumento de juros poderia ser postergado.

Mesmo com a alta desta sessão, o dólar sustentou-se abaixo de R$ 2,60, após romper esse nível de suporte na semana passada devido às expectativas de liquidez abundante nos mercados globais graças aos estímulos monetários do Banco Central Europeu (BCE) e à maior disciplina fiscal no Brasil.

Nesse cenário, o Brasil se mostra atrativo, como um dos únicos mercados emergentes em processo de aperto monetário em um cenário que muitos países estão cortando a taxa básica de juros. Além disso, o anúncio de medidas de ajustes fiscal, visando restaurar as contas públicas e recuperar a confiança dos investidores, tem melhorado a percepção dos investidores em relação ao Brasil.

A recuperação das contas públicas é um dos principais pontos para evitar um rebaixamento do rating soberano do Brasil, e a sinalização do esforço do governo para cumprir a meta de superávit primário, de 1,2% do PIB para este ano, ajuda a reduzir a pressão sobre o câmbio.

Entretanto, o operador de uma corretora internacional disse à Reuters que, embora o mercado esteja animado, também está sensível, e uma decepção mais forte pode fazer o dólar voltar a subir em breve.

Atuações do Banco Central no câmbio
Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade às atuações diárias vendendo a oferta total de até 2 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Foram vendidos 1,4 mil contratos para 1º de setembro e 600 para 1º de dezembro, com volume correspondente a US$ 98,7 milhões.

O BC fez ainda mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em 2 de fevereiro, que equivalem a US$ 10,405 bilhões, vendendo a oferta total de até 10 mil contratos. Até agora, a autoridade monetária já rolou cerca de 89% do lote total.

(Com informações das Agências Reuters e Valor Online)

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