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BC do Japão adia prazo para meta de inflação e mantém política monetária

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O BC japonês avalia que a meta de 2º de inflação só vai chegar em meados de 2017 ou no começo de 2018.

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O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) decidiu nesta quinta-feira (28) adiar o prazo de o país atingir a meta de 2% de inflação estável ao ano, considerando que não a alcançará até meados de 2017 ou mesmo no início de 2018. Além disso, o BC japonês manteve inalterada sua política monetária, contrariando as expectativas do mercado por novas medidas de estímulos, diante da demanda global fraca, do iene forte e da fraqueza do consumo doméstico, fatores que têm ameaçando os esforços do governo para reacender o crescimento da terceira maior economia do planeta.

Até agora, o BoJ sustentava que esse objetivo inflacionário poderia ser uma realidade na primeira metade do próximo ano. No entanto, ao término de sua reunião mensal de dois dias, o comitê de política monetária do BoJ revisou novamente sua previsão de inflação para o atual exercício, que conclui em março de 2017, e para o próximo.

O BoJ estima agora que, neste ano fiscal, a inflação será de 0,5% em média anualizada, contra 0,8% previsto em janeiro, e que será de 1,7%, ao invés de 1,8%, no exercício seguinte.

A entidade considera que, por enquanto, a inflação se mantém estável na terceira maior economia do mundo devido aos efeitos do barateamento dos preços do petróleo.

No entanto, o BoJ considera que os preços dessa commodity “subirão moderadamente” em breve, o que “acelerará” o ritmo da inflação no arquipélago.

A entidade vem implementando desde 2013 um programa de compra em massa de ativos com o objetivo de encerrar um ciclo deflacionário que afetou o país durante quase duas décadas.

Manutenção da atual política monetária
Nessa mesma reunião mensal, o BoJ decidiu, por oito votos contra um, manter inalterado o volume anual do programa de compras de ativos em 80 trilhões de ienes (US$ 718 bilhões), uma medida destinada a expandir a base de dinheiro em circulação para estimular o crescimento e a inflação.

Como ocorreu em encontros anteriores, o único dirigente contrário à manutenção do volume atual foi Takahide Kiuchi.

O BoJ também deixou inalterada a taxa de juros negativa em 0,1% (a taxa é cobrada sobre alguns depósitos de bancos comerciais custodiados junto ao banco central). A medida foi tomada por sete votos a dois.

A taxa negativa entrou em vigor em fevereiro como mais uma ferramenta do BoJ para estimular a atividade econômica e turbinar a inflação. A ideia é forçar os bancos a tirarem o dinheiro parado junto ao BC japonês e emprestá-lo ao mercado. Os dois membros do conselho de política monetária que votaram contra os juros negativos pediram para que a taxa volte ao território positivo, em 0,1%.

A decisão da autoridade monetária japonesa ocorreu apesar de uma maior deterioração no cenário econômico do Japão desde a reunião de política monetária anterior, realizada em meados de março.

A economia do Japão corre o risco de encolher no primeiro trimestre deste ano, assim como no período anterior. Trabalham contra a economia do país a falta de confiança dos consumidores e, recentemente, os fortes terremotos ocorridos do início deste mês no sul do país, que estão minando os esforços da administração do primeiro-ministro Shinzo Abe para impedir que o país volte aos tempos de deflação e estagnação econômica em que esteve recentemente por mais de uma década.

Fontes: Jornal Valor Econômico | Agência EFE | MNI News.

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