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Bolsas asiáticas fecham em alta e Nikkei atinge maior nível desde janeiro

As Bolsas de Xangai e de Tóquio encerraram no maior nível em mais de sete e seis meses, respectivamente.

Do Mundo-Nipo com agências

As principais Bolsas de Valores da Ásia e do Pacífico fecharam em alta nesta segunda-feira (28), em meio a perspectivas otimistas com a economia chinesa. Os destaques ficaram por conta das Bolsas de Xangai e de Tóquio, que encerraram no maior nível em mais de sete e seis meses, respectivamente.

O Escritório Nacional de Estatísticas da China informou que as empresas do setor industrial tiveram aumento de 17,9% no lucro em junho deste ano, na comparação com mês igual de 2013.

O índice Xangai Composto terminou com ganho de 2,41%, aos 2.177,95 pontos, o que levou a uma elevação de 2,93% no acumulado de 2014.  Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve elevação de 0,88%, aos 24.428,63 pontos, atingindo o maior nível em três anos. A bolsa também tomou um impulso adicional de relatos na mídia de que um programa que permitirá negociação direta de ações entre Hong Kong e Xangai poderá ser lançado em meados de outubro.

Em Seul, o índice Kospi teve alta de 0,74%, aos 2.048,81 pontos, à medida que o mercado estende ganhos após o anúncio feito pelo governo, na semana passada, de um pacote de estímulo à economia. Por outro lado, o índice S&P/ASX 200 continuou a sofrer com uma realização de lucros e perdeu 0,11%, aos 5.577,40 pontos,

O otimismo com a temporada de balanços no Japão levou o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, ao maior nível em seis meses neste início de semana. Contudo, ainda há uma certa cautela entre os investidores sobre a economia real do país.

O índice Nikkei encerrou com ganho de 0,46%, aos 15.529,40 pontos, nesta segunda-feira, o maior nível desde 23 de janeiro. Entre os destaques, as ações da Nissan subiram 0,82% e da Fanuc ganharam 0,38%.

Dando impulso à temporada de balanços, a Nissan registrou crescimento acentuado no lucro para o trimestre de abril a junho. A montadora informou que o seu lucro líquido no primeiro trimestre do ano fiscal aumentou 37%, para 112,13 bilhões de ienes (US$ 1,1 bilhão) em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita teve elevação de 11%, para 2,47 trilhões de ienes. A Fanuc, por sua vez, disse na semana passada que o lucro líquido quase dobrou para 45 bilhões de ienes nos três meses até junho.

Apesar do ânimo com os resultados corporativos, os investidores se mostraram um pouco cautelosos sobre a economia do Japão. De acordo com analistas, a atividade real nacional vem se recuperando lentamente, na melhor das hipóteses. O Japão registrou um novo déficit comercial em junho, estendendo a série de saldos negativos a dois anos, uma vez que as exportações – que por muito tempo foram o principal motor da economia japonesa – recuaram diante da desaceleração do crescimento global. A taxa de inflação do país desacelerou pelo segundo mês consecutivo.

Muitos dizem que, apesar de os efeitos negativos de uma elevação no imposto sobre vendas terem sido menores do que se temia, a economia está longe de uma situação tranquila. Os salários, ajustados a variações de preços, continuaram a diminuir, enquanto a construção de moradias despencaram. Diante destas dificuldades, o governo tem renovado suas promessas de melhorar a economia através de reformas.

Segundo analistas, a melhora no mercado de ações reflete o fato de que algumas empresas estão se tornando menos suscetíveis a condições econômicas domésticas, porque geram mais receitas no exterior e produzem e vendem menos no Japão.

(Com informações das Agências Estado e Kyodo)

 


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