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Dólar fecha em queda pelo 3º dia seguido e atinge menor valor em 1 mês

A moeda dos EUA fechou abaixo de R$ 2,24 pela primeira vez desde fim de julho.

Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar fechou em queda frente ao real pelo terceiro dia consecutivo nesta quinta-feira (28), cotado abaixo de R$ 2,24 pela primeira vez desde fim de julho, com as perspectivas eleitoral no Brasil compensando a pressão vinda das renovadas tensões geopolíticas na Ucrânia e da possibilidade de alta dos juros norte-americanos mais cedo que o esperado.

A moeda norte-americana encerrou as negociações com desvalorização de 0,28%, cotada a R$ 2,2393 para venda.  É o menor valor de fechamento desde 29 de julho, quando a moeda norte-americana encerrou a R$ 2,231.

Segundo dados da BM&F, o movimento financeiro ficou em torno de US$ 1,4 bilhão. Na semana, o dólar acumula queda de 1,8%. No mês, há redução de 1,35% e no ano, de 5,01%.

Nesta sessão, a moeda americana chegou a subir pela manhã, acompanhando o movimento no cenário externo, mas perdeu força no período da tarde. Segundo O “Valor Online”, analistas dizem que uma saída de um banco estrangeiro do mercado futuro de juros contribuiu para que o dólar perdesse força no mercado local, uma vez que a posição em DI desse investidor contava com hedge contra variação cambial, e ao sair da aposta nos juros ele também acabou vendendo dólar no mercado futuro para encerrar a posição comprada na moeda americana.

Isso levou levou o dólar a romper a barreira técnica de baixa de R$ 2,25, disparando ordens de “stop loss” (limite de perdas), afirma o “Valor Online”.

Outro fator que tem contribuído para sustentar a queda do dólar é menor demanda por hedge por parte dos investidores estrangeiros. Só nos últimos dois dias, esses investidores reduziram a posição comprada em dólar na BM&F em US$ 2,317 bilhões, passando para US$ 28,393 bilhões ontem, diante do cenário de otimismo dos investidores com o aumento das chances de vitória da candidata do PSB, Marina Silva, na eleição presidencial.

Ainda de acordo com o jornal financeiro, o mercado aguarda a divulgação da pesquisa Datafolha amanhã, mas analistas lembram que o espaço para valorização do dólar agora é menor, uma vez que muitos investidores já começaram a colocar na conta uma vitória de Marina Silva no segundo turno.

No mercado externo, o dólar subia frente às principais moedas, depois de dados mais fortes nos Estados Unidos e da maior tensão geopolítica na Ucrânia.

Os dados mostrando que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu mais que o esperado no segundo trimestre e que os pedidos de auxílio-desemprego no país recuaram pela segunda semana seguida impulsionaram o dólar na primeira parte do pregão, de acordo com a Agência Reuters.

Ambos os dados aumentam a margem para que o Federal Reserve, banco central do país, aumente os juros mais cedo do que o esperado. Juros mais altos nos EUA poderiam atrair recursos atualmente aplicados em outros países, ajudando a moeda norte-americana a se valorizar globalmente.

De acordo com a Reuters, analistas lembraram ainda que a briga antes da formação da Ptax (taxa calculada pelo Banco Central que serve de referência para diversos contratos cambiais) de agosto na próxima sessão adicionou volatilidade ao pregão.

Nesta manhã, o Banco Central vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Foram vendidos 1,5 mil contratos para 1º de junho e 2,5 mil para 1º de setembro, com volume correspondente a US$ 197,6 milhões.

O BC também vendeu a oferta integral de até 10 mil contratos para rolar os swaps que vencem em 1º de setembro. Até agora, a autoridade monetária rolou cerca de 88 por cento do lote total, que corresponde a US$ 10,070 bilhões.

*Com informações do Valor Online e da Agência  Thomson Reuters.

 


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