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Preços ao consumidor no Japão têm deflação em março

Foto: Wrecking

O principal indicador da inflação ao consumidor no Japão recuou pela primeira vez em cinco meses.

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O principal indicador da inflação ao consumidor no Japão, ou seja, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), recuou pela primeira vez em cinco meses, após dois meses seguidos de estagnação, de acordo com um relatório preliminar divulgado ontem (28) pelo governo do país, reforçando as dificuldades do Banco do Japão (BoJ, o banco central japonês) em atingir a meta de inflação estável de 2% ao ano.

O núcleo do CPI, que exclui os preços voláteis dos alimentos frescos, mas inclui energia, apresentou deflação de 0,3% perante março do ano passado. Na comparação mensal, o CPI teve alta de 0,1% em relação a fevereiro. O índice situou-se em 102,7 contra a base de 100 estabelecida em 2010, de acordo com os números preliminares do Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações do país.

Já o índice de preços que inclui todos os itens, apresentou leve alta de 0,1% na base mensal e declinou 0,1% na comparação anual, o que representa a primeira queda em termos anualizados desde novembro de 2015. O índice situou-se em 103,3 contra a base de 100.

O CPI que exclui os preços voláteis tanto de alimentos como de energia, a medida preferida do BC japonês, teve alta de 0,3% na base mensal e elevação de 0,7% em termos anualizados. Embora apresente alta pelo 30º mês consecutivo, o índice vem desacelerando gradativamente. Em fevereiro, esse índice teve alta de 0,8%, enquanto subiu 1,1% em janeiro, ambos na comparação anual.

Apesar do resultado, o Banco do Japão decidiu manter inalterada sua política monetária, contrariando as expectativas do mercado por novas medidas de estímulos, diante da demanda global fraca, do iene forte e da persistente fraqueza do consumo doméstico.

Contudo, o BC japonês decidiu ainda adiar o prazo de o país atingir a meta de 2% de inflação estável ao ano, considerando que não a alcançará até meados de 2017 ou mesmo no início de 2018.

*A tabela com os dados completos pode ser conferida no site do Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações.

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