Ciência e Saúde

Dia da Terra com Marcha pela Ciência em mais de 600 cidades no mundo

Foto: Mike MacFerrin/Gizmodo

O evento de conscientização ambiental também foi lembrado no Japão.

No “Dia da Terra”, celebrado no sábado (22), mais de 600 cidades em todo o planeta assinalou a data em união com a Marcha pela Ciência, que levou para a rua os cientistas habituados a laboratório e todos aqueles que apoiam o desenvolvimento científico.

Em Londres, slogans como “o gelo não tem agenda, apenas derrete” ou “ciência e não silêncio” indiciavam o receio de agendas políticas de curto prazo e de um Reino Unido em perda com as limitações que o Brexit pode trazer à presença no território de cientistas e investigadores estrangeiros.

Em Washington o evento tomou maiores proporções, numa reação à política de Donald Trump: “As ideias que estão a ser sugeridas por esta administração são tão perigosas que quase parece que a intenção é sabotar-nos. Não há sequer um indício de que tenha algum interesse no bem-estar público ou no bem-estar do planeta”, afirmava Chloe Lucas, uma das participantes na Marcha.

Cortes no financiamento de pesquisa e estudos científicos e a posição de ceticismo frente ao aquecimento global fazem da administração Trump uma ameaça aos que defendem a ciência.

Andres Couve, diretor do Instituto de Neurociência Biomédica Millenium, no Chile, dizia: “Esta manifestação tem que ver com o fato de o governo americano ter vindo a cortar fundos para a ciência e, talvez mais importante, não ter em conta a evidência, especialmente no que diz respeito às alterações climáticas, quando é hora de decidir políticas comuns.”

Os organizadores da primeira Marcha pela Ciência escolheram o Dia da Terra para incitar à proteção ambiental, celebrar da ciência e apelar ao apoio e salvaguarda da comunidade científica.

O evento de conscientização ambiental também foi lembrado no Japão, com uma celebração especial organizada no Parque de Yoyogi, no coração de Tóquio.

Cerca de 300 expositores participaram do evento no parque, onde barracas ofereciam fontes ecológicas de energia e alimentos.

Uma das barracas fazia campanha por mais uso de energia renovável, após a apresentação de um sistema que permite que os consumidores escolham seus fornecedores de eletricidade.

Todos os vasilhames de alimentos eram feitos de plástico reciclável. As pessoas os devolviam e recebiam um reembolso no valor de cerca de meio dólar americano.

Fontes: Euronews | GizmodoNHK News.

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