Ciência e Saúde

Ômega 3 pode ajudar na cura de transtornos de ansiedade, diz cientista japonês

Dr. Masayuki Sekiguchi disse que comer bastante peixe pode ajudar a suprimir os transtornos de ansiedade.

Do Mundo-Nipo

Conhecido por proteger as artérias, combater inflamações, obesidade e até câncer, o ômega 3, encontrado em óleo de linhaça e peixes de água fria, mais uma vez surpreende os especialistas, que agora descobriram outro grande beneficio que o ômega 3 pode proporcionar a saúde.

 

Ômega 3 (Imagem: MedicinaNET)

Dr. Masayuki Sekiguchi disse que comer bastante peixe aumenta a quantidade de ômega 3 no organismo, o que pode ajudar a suprimir os transtornos de ansiedade (Imagem: MedicinaNET)

 

De acordo com o jornal japonês Yomiuri, um equipe liderada pelo cientista Masayuki Sekiguchi, do Centro Nacional de Neurologia e Psiquiatria (NCNP, na sigla em inglês), em Tóquio, descobriu que o ômega 3, possivelmente, pode ajudar na cura de doenças relacionadas aos transtornos de ansiedade.

O ácido graxo ômega 3, mais precisamente o ácido docosaexaenoico (DHA), foi o que os cientistas estiveram interessados e que pode ser encontrado em peixes do oceano e águas frias como cavala, sardinha e, principalmente, o salmão.

A equipe alimentou vários ratos com dietas contendo ácido graxo ômega 3 e ácido graxo ômega 6, que têm uma reputação oposta ao ômega 3 e que muitos acreditam levar a sérios efeitos negativos na saúde.

Alimentos com ômega 3 (Foto: UFPE)

Alimentos com ômega 3 (Foto: UFPE)

O ômega 6 é encontrado na maioria dos óleos vegetais como o de soja, milho e girassol, já o ácido graxo ômega 3 encontra-se nos vegetais de folhas verdes, nos óleos de linhaça e canola, e, principalmente, nos peixes. O aumento na ingestão dos ácidos graxos da família ômega 6 produz eicosanóides inflamatórios e cancerígenos, aumentando o risco de situações como morte súbita. O ácido graxo ômega 3 é anti-inflamatório, antitrombóticos e reduz os lipídios do sangue, tendo propriedades vasos dilatadoras, entre outros tantos benefícios.

Com base nisso, os cientistas alimentaram um grupo de ratinhos com uma dieta de ácidos ômega 3 e omega-6 numa proporção balanceada, enquanto outro grupo de ratos foi dado ácidos graxos em proporção distinta.

Em seguida, os dois grupos foram submetidos a leves choques elétricos para assustá-los e o tempo foi medido até que voltassem ao seu comportamento normal.

Dos camundongos alimentados com uma 1/7 de mistura de ácidos graxos, o tempo médio para superar o medo foi de 80 segundos. No entanto, os ratos alimentados com um equilíbrio de ômega 3 e ômega 6 estavam de volta ao normal depois de apenas 42 segundos em média. Isso representa que o grupo levou cerca da metade do tempo para superar o temor.

Os resultados foram apresentados em uma conferência da associação neurológica realizada em Kyoto, na semana passada. Embora esta experiência ainda esteja longe de ser conclusiva, a equipe espera que esse conhecimento possa transformar-se em um programa de prevenção para os problemas de transtornos de ansiedade.

No entanto, Dr. Sekiguchi declarou, muito diretamente, sobre o benefício de sua pesquisa: “Ao comer uma grande quantidade de peixes, você pode aumentar a quantidade de ácidos graxos ômega 3, que podem ajudar a suprimir o aparecimento de transtornos de ansiedade”, destacou o cientista.

 

Visão geral sobre os transtornos de ansiedade

Autor: Sanjay J. Mathew MD Associate Professor of Psychiatry, Baylor College of Medicine, Houston, TX .

Os transtornos de ansiedade estão entre as perturbações psiquiátricas mais comumente encontradas no mundo. Pesquisas epidemiológicas recentes conduzidas nos Estados Unidos, entre as quais o National Comorbity Survey-Replication (NCS-R), apontam uma taxa aproximada de prevalência ao longo da vida de 29% para qualquer transtorno de ansiedade, com as mulheres apresentando uma propensão significativamente maior do que os homens ao desenvolvimento desse tipo de transtorno.

Indivíduos brancos e não hispânicos apresentaram maior propensão ao desenvolvimento de um transtorno de ansiedade, em comparação aos indivíduos afrodescendentes não hispânicos ou aos hispânicos.

A maioria dos transtornos de ansiedade pode ser conceitualizada como perturbações baseadas no medo ou na fobia. Tais transtornos incluem as seguintes condições: transtorno de pânico (TP; com ou sem agorafobia, frequentemente associado à síndrome do pânico), fobias específicas, transtorno de ansiedade social (TAS, ou fobia social), transtorno de estresse agudo (TEA), transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

 

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