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Dólar fecha em alta, mas segue abaixo de R$ 2,25

A moeda norte-americana encerrou as negociações com valorização de 0,26%.

Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar começou setembro em alta, avançando 0,26% nesta segunda-feira (1), mas manteve-se abaixo de R$ 2,25, em um dia de baixo volume de negócios devido ao feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana encerrou as negociações com valorização de 0,26%, cotada a R$ 2,2448 para venda. Segundo dados da BM&F, o movimento financeiro foi fraco, em torno de US$ 800 milhões, abaixo da média diária do mês passado, de US$ 1,2 bilhão.

O feriado do Dia do Trabalho manteve os mercados norte-americanos fechados. Com isso, a sessão foi de poucas negociações no Brasil. Além disso, investidores evitaram comprar ou vender dólares antes da reunião de política monetária do BCE (Banco Central Europeu), e da divulgação de dados sobre o mercado de trabalho norte-americano.

Segundo a Agência Reuters, a moeda norte-americana tem recuado ante à brasileira devido à recente queda nas intenções de voto para a presidente Dilma Rousseff (PT), que é acusada por investidores de impor políticas demasiadamente intervencionistas.

Pela manhã, o mercado chegou a repercutir a pesquisa Datafolha de sexta-feira à noite que mostrou que Marina Silva, candidata à Presidência pelo PSB, empataria com Dilma no primeiro turno e a derrotaria com folga em uma segunda rodada. Indicações de que Marina adotaria uma política econômica austera, se eleita, foram bem recebidas pelo mercado.

Entre as próximas pesquisas eleitorais, estão levantamentos do Datafolha e do Ibope que já foram registradas no Tribunal Superior Eleitoral, com divulgação prevista a partir de quarta-feira.

Um dos principais pontos de atenção do mercado é o grau de intervenção que o Banco Central brasileiro assumiria em um eventual novo governo.

As intervenções do BC no mercado de câmbio também influenciaram o resultado do dólar hoje.

Pela manhã, o Banco Central vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que correspondem a venda futura de dólares, como parte de seu programa de atuações diárias. Foram 1,5 mil contratos para 1º de junho e 2,5 mil para 1º de setembro de 2015, com volume equivalente a US$ 197,8 milhões.

*As cotações são da Agência  Thomson Reuters.

 


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