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Brasileiro é preso no Japão por venda ilegal de canetas laser

Apontador laser (Foto: Creative Commons)

O brasileiro falsificou o selo de segurança para burlar as leis japonesas. Mas os dispositivos tinham potência bem acima do limite.

Um brasileiro residente na província de Gunma, no leste do Japão, foi preso por venda ilegal de apontador laser, também chamado de caneta laser. Segundo informou hoje (5) o jornal Mainichi, o brasileiro, de 31 anos, teria vendido em um site de leilão virtual duas canetas laser que estavam fora das especificações estabelecidas pela legislação japonesa.

De acordo com a publicação, o brasileiro, que não teve o nome divulgado pelo jornal, também foi multado não só por venda ilegal, mas também por falsificar o selo denominado PSC, que certifica a qualidade dos produtos dentro dos padrões de segurança.

O selo falso indicava que os apontadores tinham potência de acordo com as normas estabelecidas no Japão. Mas, na realidade, os dispositivos tinham potência bem acima do limite permitido no país, que é de 1 mW (miliwatt).

Duas pessoas compraram os apontadores no leilão virtual – um de Saitama e outro de Nagano – pelo preço de 5,5 mil ienes a unidade, aproximadamente 172 reais.

Contudo, o crime não ficou só nisso, em vista de que a polícia encontrou cerca de 400 canetas laser na casa do brasileiro, em Ota, cidade no sul de Gunma.

Ainda de acordo com o jornal japonês, todos os produtos apreendidos tinham potência acima do limite permitido, capaz de queimar a pele do usuário e até provocar chamas em produtos inflamáveis, como papel e tecidos, ou seja, um dispositivo com grande potencial de provocar um incêndio.

Depois de preso, o brasileiro foi liberado na semana passada, após pagar uma multa de 200 mil ienes, aproximadamente 6,3 mil reais. Ele foi julgado pelo Tribunal de Distrital de Ashikaga, na província de Tochigi, onde as investigações tiveram início, conforme noticiou o Mainichi.

Serventia do apontador laser
O apontador laser é um dispositivo portátil que emite radiação laser de baixa potência, na classe que vai de I a III (com 1 mW até 5 mW de potência) e opera com bateria como fonte de energia. Amplamente utilizado por professores em salas de aula, uma vez que o laser permite indicar um ponto especifico no quadro ou em telas de projetores.

Esses dispositivos são muito populares. Porém, alguns países o proíbem ou limitam a classe. No Brasil, por exemplo, só são permitidos até classe II.

Apesar de muito úteis, eles podem representar perigo. É indicado nunca olhar diretamente para a luz se o laser for de classe II, caso contrário, o usuário pode perder 50% da visão ou mais. O apontador laser pode ainda queimar a pele e produtos inflamáveis, como papeis, acender cigarros e até estourar balões de ar.

O apontador laser com potência de 1 mW tem sua luz vista até cerca de 130 quilômetros de distância quando apontados para o céu noturno. Esses dispositivos também são usados em miras de armas. Geralmente são instalados em pistolas ou em submetralhadoras modernas. O laser mais usado em armas é o infravermelho.

O uso de laser com classe máxima é permitido apenas nas indústrias. A potência da classe IV permite cortar madeira e até metal.

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