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Japão marca os 73 anos de rendição na Segunda Guerra Mundial

Cerimônia do 73º aniversario do fim da Segunda Guerra Mundial - Estádio Nippon Budokan, em Tóquio | Kyodo

Em Tóquio, o premiê Shinzo Abe e o imperador Akihito reafirmaram o pacifismo do Japão.

O Japão recordou hoje o fim oficial da Segunda Guerra Mundial, que teve seu término em 15 agosto de 1945, quando o país declarou sua rendição.

Na cerimônia, onde o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe e o imperador do Japão, Akihito, reafirmaram o pacifismo do país, mais de cinco mil familiares dos mortos de guerra fizeram um minuto de silêncio, ao meio-dia (hora local).

O Japão homenageou a bravura de aproximadamente 2,3 milhões de soldados e 800 mil civis mortos, incluindo centenas de milhares de vítimas dos bombardeios atômicos sobre Hiroshima e Nagasaki.

Em um evento celebrado no estádio Nippon Budokan, em Tóquio, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse que o Japão “iniciou um caminho de respeito pela paz depois da guerra e ajudou a construir um mundo melhor”.

Abe pediu para que “não se repita a tragédia da guerra” e afirmou que seu país deve “olhar modestamente a história” para manter seu compromisso pacifista.

“Vamos tentar resolver os problemas que geram conflitos, e faremos todo o possível para conseguir um mundo em que as pessoas possam viver com tranquilidade”, disse o líder conservador.

Abe evitou mencionar em seu discurso as agressões do Exército imperial japonês contra países vizinhos desde o início do Século XX, uma atitude criticada pela China e Coreia do Sul, os que mais sofreram com o colonialismo japonês.

Por outro lado, Abe enviou, na manhã desta quarta-feira, uma oferenda ao polêmico Santuário Yasukuni de Tóquio, dedicado aos mortos da guerra, mas não o visitou, uma consideração aparente pelos países vizinhos.

Visitas anteriores de líderes do Japão a Yasukuni irritaram Pequim e Seul porque o santuário homenageia 14 líderes japoneses dos tempos da guerra condenados por um tribunal dos Aliados como criminosos de guerra, além de mortos do conflito.

Imperador Akihito expressa remorso pela guerra
Acompanhado da imperatriz Michiko, o imperador Akihito realizou sua última participação no evento, antes da sua abdicação, prevista para o final do mês de abril de 2019.

“Revendo o passado com profunda reflexão, desejo com afinco que a guerra não se repita jamais”, disse Akihito, que também transferiu seus pêsames “a todo povo japonês por todos aqueles que perderam a vida” durante os confrontos bélicos.

“Nestes 73 anos após o fim da guerra, nosso país desfrutou da paz e prosperidade graças aos constantes esforços do povo japonês. No entanto, ao lembrar aqueles tempos difíceis, não posso deixar de me emocionar”, afirmou o imperador, de 84 anos.

Com informações das agências EFE e Reuters.

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