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Após três quedas seguidas, dólar fecha em alta e minimiza perda na semana

Na semana, o dólar acumulou recuo de 0,96% ante o real.

Do Mundo-Nipo com Agências

Depois de cair por três sessões consecutivas e recuar quase 3,5% em três dias, o dólar voltou a subir nesta sexta-feira (17), influenciado pela divulgação de importantes indicadores econômicos dos Estados Unidos, que mostrou avanço do núcleo da em 12 meses até março, elevando as expectativas de um aumento das taxas de juros no país ainda este ano.

Ao término da sessão, a moeda norte-americana estava cotada a R$ 3,0414 na venda, alta de 0,82%, minimizando assim os recuos nas últimas três sessões, que somou 3,45% de desvalorização ante o real.  Na semana, contudo, o dólar acumulou recuo de 0,96%.

Segundo dados da BM&FBovespa, o movimento financeiro ficou em torno de US$ 1,09 bilhão, contra cerca de US$ US$ 1,1 bilhão observados na sessão anterior.

O resultado do dia foi afetado pela divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos. O Departamento do Trabalho norte-americano informou que o núcleo dos preços ao consumidor, que exclui alimentos e energia, subiu 1,8% em 12 meses até março, a maior alta desde outubro e acima da expectativa do mercado, de alta de 1,7%. Já o índice cheio subiu pelo segundo mês consecutivo, com alta no custo da gasolina e de moradias.

Com o segundo mês consecutivo de aumento da inflação, investidores avaliam que a inflação nos EUA caminha para chegar à meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

A inflação é um dos termômetros da economia norte-americana avaliados pelo Fed para determinar quando haverá aumento nas taxas de juros do país. Entretanto, o aumento de juros lá é visto como negativo para o Brasil, isso porque poderia atrair para os EUA recursos atualmente investidos aqui e em outros países.

De acordo com a Reuters, contribuiu ainda para a alta da divisa americana sobre o real, o fato de a cotação ter se aproximado nos últimos dias do patamar de R$ 3, onde encontra resistência e atrai compradores.

A moeda última vez que o dólar fechou abaixo dos R$ 3 reais foi no dia 4 de março, cotado a R$ 2,9807. Nas duas semanas seguintes, contudo, o dólar entrou em ascensão até fechar na máxima em quase 12 anos no dia 19 de março, a R$ 3,2965.

Inflação no Brasil
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta sexta-feira que o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15), considerado uma prévia da inflação oficial, ficou em 1,07% em abril.

O número representa uma desaceleração em relação ao índice de 1,24% registrado em março. Ainda assim, a taxa é a maior para o mês de abril desde 2003.

Atuações do Banco Central
O Banco Central realizou mais um leilão para rolar contratos antigos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em 4 de maio. Foram vendidos 10,6 mil contratos: 6.500 para 1º de março de 2016 e os outros 4.100 com vencimento em 3 de outubro do ano que vem.

A operação movimentou o equivalente a US$ 515,7 milhões. Até o momento, o BC rolou US$ 6,171 bilhões, ou o equivalente a cerca de 61% do lote total com vencimento em maio, correspondente a US$ 10,115 bilhões.

Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.

Em março, o BC encerrou seu programa de atuações no mercado de câmbio, em que vendia, todo dia, novos contratos de swap com o objetivo de evitar um forte avanço da moeda norte-americana. Não há mais negociação de novos contratos desde março.

(Com informações do Portal UOL e Agência Reuters)

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