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Dólar sobe 1,25% e fecha no maior nível desde outubro de 2002

Mesmo longe das máximas alcançadas na sessão, o dólar terminou o dia no maior nível desde o fim de outubro de 2002.

Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar avançou mais de 1% dobre o real nesta quinta-feira (17) e renovou sua máxima em mais de 13 anos, mas fechou longe das máximas alcançadas no dia, após do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) decidir postergar o início da alta da taxa de juros na maior economia mundial. Os investidores também mantiveram cautela diante do conturbado cenário local, preocupados com a viabilidade do ajuste das contas públicas brasileiras.

A moeda encerrou o dia com valorização de 1,25%, contada a R$ 3,8822, após chegar a subir 1,96%, a R$ 3,9092 na máxima da sessão. Na mínima do dia, foi a R$ 3,8314.

Mesmo longe das máximas alcançadas na sessão, o dólar terminou o dia no maior valor de fechamento desde 23 de outubro de 2002 (R$ 3,915). Na véspera, a moeda tinha caído 0,74%.

O BC dos EUA informou que uma variedade de riscos globais e outros fatores convenceram a adiar o que seria o primeiro aumento de juros em quase uma década.

Em entrevista coletiva após anunciar a decisão, a chair do Fed, Janet Yellen, afirmou que os desenvolvimentos econômicos e financeiros globais recentes podem exercer ainda mais pressão para baixo sobre a inflação no curto prazo.

Nesta tarde, os juros futuros nos EUA mostraram chance de 18% de o Fed elevar os juros em outubro, contra 41% antes da decisão. A probabilidade de isso acontecer em dezembro caiu a menos de 50%, comparado a 64% apostados pela manhã.

Pela manhã, os juros futuros apontavam chance de apenas 25% de o Fed elevar a taxa nesta quinta-feira, enquanto uma ligeira maioria dos economistas consultados em pesquisa Reuters previa a manutenção dos juros.

Juros mais altos nos EUA podem atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados em países como o Brasil, amplificando o efeito das incertezas locais.

Notícia publicada no jornal Valor Econômico nesta manhã informou que o Instituto Lula e o PT estariam defendendo a flexibilização das políticas fiscal e monetária. Isso implicaria a redução da taxa de juros “na marra” e o afrouxamento do gasto público, e somente seria viabilizado com a saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Investidores avaliaram que esse cenário poderia precipitar a perda do selo de bom pagador brasileiro por outras agências de classificação de risco além da Standard & Poor’s, provocando fuga de capital do país. Além disso, a crise política cada vez mais intensa fazia investidores adotarem posturas ainda mais defensivas.

Atuações do Banco Central no câmbio
Nesta manhã, o Banco Central brasileiro deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em outubro, vendendo a oferta total de até 9.450 contratos, equivalentes a venda futura de dólares.

Ao todo, a autoridade monetária já rolou o equivalente a US$ 5,414 bilhões, ou cerca de 57% do lote total, que corresponde a US$ 9,458.

(Com informações das Agências Reuters e Valor Online)

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