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Dólar fecha em alta pelo quarto pregão seguido e vai a R$ 2,29

A moeda dos EUA seguiu o movimento no exterior e fechou em alta de 0,44%.

Do Mundo-Nipo com Agências

Seguindo o movimentos no exterior, o dólar iniciou a semana em alta nesta segunda-feira (25), avançando sobre o real pela quarta sessão consecutiva e um dia que os mercados ainda se mantinham sob os efeitos do discurso da presidente do BC dos EUA, Janet Yellen, na semana passada. No mercado local, os investidores seguem atentos ao cenário político e aguardam a divulgação da pesquisa Ibope, prevista para amanhã.

A moeda norte-americana encerrou as negociações com valorização de 0,44%, cotado a R$ 2,2905 para venda, após encerrou a semana passada com alta acumulada de 0,72%.

No mês, a moeda norte-americana acumula valorização de 0,99%. No ano, a queda foi reduzida para 2,84%.

No mercado externo, o dólar avançava frente às principais divisas, com os investidores ainda digerindo o discurso de Janet Yellen em Jackson Hole, que reconheceu que o mercado de trabalho avançou mais rápido do que os diretores do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) imaginavam e que a continuidade desse processo poderia levar a uma alta antecipada dos juros nos Estados Unidos.

Os indicadores econômicos dos EUA divulgados hoje mostraram dados mistos em relação à recuperação da economia americana. O Índice de Atividade Nacional do Federal Reserve de Chicago subiu em julho e reforçou sinais de recuperação na economia nos EUA. Mas o PMI de serviços do país caiu em agosto, e as vendas de imóveis residenciais recuaram em julho, contrariando expectativas de alta.

No mercado local, os investidores acompanham o cenário político, aguardando a divulgação da pesquisa Ibope, que deve sair amanhã e poderá confirmar o favoritismo da candidata do PSB, Marina Silva, em relação à presidente Dilma Rousseff em um eventual segundo turno na eleição para presidente da República.

No mercado, já se especula uma ampliação da vantagem da candidata do PSB no segundo turno em relação ao último resultado da pesquisa Datafolha.

A flutuação cambial é um dos temas mais abordados pelos assessores econômicos dos candidatos. Há dúvidas, no entanto, sobre a viabilidade de se interromper as atuações no câmbio já no próximo ano, especialmente num período em que o Fed deve começar a subir os juros nos EUA.

 

Intervenções do Banco Central no câmbio

O Banco Central fez hoje a rolagem de todos os 10 mil contratos de swap cambial tradicional que venceriam em 1º de setembro, cuja operação movimentou US$ 494,7 milhões.

Dos 201.400 contratos (US$ 10,07 bilhões) com vencimento em 1º de setembro, ainda há 61.400 (US$ 3,07 bilhões) contratos a serem renovados. A expectativa é que o BC complete a rolagem de até 95% do lote total.

Mais cedo, a autoridade monetária vendeu todos os 4 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão, em operação que somou US$ 197,2 milhões.

Com isso, a posição vendida do BC em dólar via swaps alcançou US$ 93,56 bilhões (1.871.120 contratos). Os números consideram a liquidação na terça-feira dos swaps vendidos nesta segunda.

*Com informações do Valor Online e da Agência  Thomson Reuters.

 


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