Política

Ministro das Finanças do Japão insulta população idosa do país

O ministro Taro Aso disse que idosos devem ser autorizados a “apresar-se e morrer”.

Do Mundo-Nipo com agências internacionais

Taro Aso, vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças do Japão (Foto: World Economic Forum)

Taro Aso, vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças do Japão (Foto: World Economic Forum)

O ministro das Finanças e vice-primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, disse na última segunda-feira (21) que idosos devem ser autorizados a “apresar-se e morrer” para livrar o governo de despesas relacionadas a saúde dos mesmos, sugerindo que idosos são um gasto desnecessário nas finanças do país, segundo divulgou o jornal The Guardian nesta terça-feira.

“Deus me livre de ser forçado a viver quando se quer morrer. Eu acordaria me sentindo cada vez pior sabendo que (o tratamento) estaria todo sendo pago pelo governo”, disse Aso durante o encontro do conselho nacional de reformas do seguro social. Ele ainda acrescentou que “o problema não será resolvido a menos que eles (os idosos) se apressem e morram”.

O ministro de 72 anos, um dos políticos mais ricos do Japão, disse também que recusaria cuidados até a sua morte e instruiu sua família a negar tratamento médico para prolongar a vida. “Eu não preciso desse tipo de atendimento”, disse Aso, conforme citou a mídia local.

Taro Aso ainda agravou o insulto ao se referir a paciente idosos que já não são capazes de se alimentar como “pessoas de tubo”, acrescentando que o Ministério da Saúde e Bem Estar foi “bem informado de que custa milhões de ienes um mês de tratamento de um único paciente em fase terminal”.

Em 2008, quando era o então primeiro-ministro, Aso  já havia questionado o dever do Estado para com a população idosa. Ele alegou que via pessoas com idade entre 67 e 68 anos em reuniões e que estão constantemente indo ao médico. “Por que eu tenho que pagar para as pessoas que simplesmente comem e bebem e não fazerem nenhum esforço? Eu ando todos os dias e faço outras coisas, mas eu estou pagando mais impostos”, disse ele.

De 128 milhões, quase um quarto de japoneses têm mais de 60 anos, podendo aumentar 40% nos próximos 50 anos.

O governo pretende reduzir os gastos com assistência no próximo orçamento, que entrará em vigor em abril.

 

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