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Japonesa conhecida por “artista da vagina” é solta da prisão após clamor público

Embora tenha sido liberta, ainda não está claro se Igarashi será indiciada criminalmente.

Do Mundo-Nipo

A artista Megumi Igarashi, que se tornou mundialmente conhecida após criar e espalhar modelos 3D de sua vagina – incluindo objetos produzidos no formato de seu órgão genital -, foi libertada da prisão após ser detida por “crime de obscenidade”, em um caso que levantou discussões sobre liberdade de expressão e gerou manifestos por sua libertação.

 

Megumi Igarashi ou Rokudenashiko, conhecida como a "artista da vagina" (Foto: Reprodução/Twitter/ @6d745)

Embora tenha sido liberta, ainda não está claro se Igarashi será indiciada criminalmente (Foto: Reprodução/Twitter/ @6d745)

 

Igarashi é uma artista plástica de 42 anos residente em Tóquio que adquiriu a alcunha de “artista da vagina” pelas diversas esculturas e instalações de pop arte inspiradas nos genitais femininos.

Sua prisão aconteceu no último sábado, por “distribuição de material obsceno” segundo o código penal japonês. Embora tenha sido liberta nesta sexta-feira (18), seu advogado informou que ainda não está claro de Igarashi será indiciada criminalmente. Mas se for condenada, a artista pode pegar até 2 anos de cadeia ou ser multada em 2,5 milhões de ienes (cerca de R$ 55 mil).

Sua prisão levantou discussões sobre liberdade de expressão e milhares de pessoas assinaram uma petição na Internet apelando às autoridades japonesas pela libertação da artista. Ao que tudo indica, o apelo público levou à soltura de Igarashi, conforme destaca o jornal ‘The Japan Times’.

Segundo uma publicação do portal G1, a japonesa tentou levantar fundos online para financiar a construção de caiaques com o formato de sua área íntima, usando impressoras 3D. Fãs e pessoas que apoiam a mulher contaram que ficaram chocados com as acusações e a prisão da artista.

O país é conhecido pela vibrante indústria pornográfica, que abrange uma vasta gama de preferências. No entanto, a lei proíbe a exibição de genitálias de ambos os sexos, que geralmente são censurados ou aparecem pixelizados em fotos e vídeos.

Antes de ser detida, Megumi teria arrecadado mais de 1 milhão de ienes (cerca de R$ 22 mil), através de seu site, que fornecia aos doadores modelos 3D de sua própria vagina. Sabendo que estava presa, os apoiadores da mulher fizeram petições online pedindo sua soltura, e criticaram duramente a polícia pela postura diante da liberdade de impressão.

De acordo com com jornal ‘The Mainichi’, o objetivo inicial da artista de desmistificar e lutar contra o tabu envolvendo a área íntima feminina.

É bastante comum no país as pessoas não falarem abertamente sobre as partes sexuais da mulher, que são definidas normalmente apenas como “lá embaixo”. O mesmo, no entanto, não seria válido para o órgão sexual masculino.

Megumi chegou a fazer impressões 3D de capas de celular, carrinhos de controle remoto e até um caiaque com o formato da própria vagina, e posou para fotos de dentro da embarcação durante um passeio no rio Tama.

Com a divulgação massiva dos itens com o formato polêmico, a polícia prendeu Rokudenashiko, gerando petições online para que a artista seja libertada. “Não acho isso obsceno”, declarou a japonesa, conforme informações divulgadas da própria polícia.

 


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