Ciência e Saúde

Japão disponibiliza medicamento experimental contra o ebola

Um medicamento desenvolvido no Japão pode ser a salvação de milhares de pessoas na África.

Do Mundo-Nipo com Agências

O governo japonês anunciou nesta segunda-feira (25) que está pronto para entregar um medicamento experimental desenvolvido por uma empresa do país para o tratamento da doença causada pelo vírus ebola. O anúncio foi direcionado a Organização Mundial da Saúde ou outras autoridades do setor, para uso na atual epidemia da doença que já matou mais de 1.400 pessoas em quatro países da África ocidental.

 

Especialistas do Japão pesquisado o vírus ebola na Zâmbia, em 2012 (Foto: Arquivo/Kyodo/Universidade de Hokkaido)

A foto mostra pesquisadores do Japão coletando sangue de morcego selvagem, em busca do vírus ebola na Zâmbia, em 2012 (Foto: Arquivo/Kyodo/Universidade de Hokkaido)

 

Falando à imprensa nesta segunda-feira, o secretário-chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga, se referiu ao pior surto de febre hemorrágica viral na África Ocidental.

“Nosso país está disposto a entregar medicamento em cooperação com o fabricante se a Organização Mundial da Saúde (OMS) solicitar”, declarou Suga.

Até o momento não existe nenhuma vacina ou antiviral homologado contra o ebola. Entretanto, diante da atual epidemia, a comunidade médica internacional aprovou em meados de agosto os tratamentos experimentais.

O medicamento japonês se chama favipiravir (ou “T-705”). É comercializado pela Toyama Chemical, filial da empresa de imagens FujiFilm Holdings, com o nome Avigan. Segundo o ministro, a empresa tem recibido solicitações sobre o remédio provenientes de várias partes do mundo.

Na comparação com o ZMapp, o soro experimental de uma empresa dos Estados Unidos e com o qual foram tratados com sucesso dois pacientes norte-americanos, apresenta a vantagem de ter sido homologado em março no Japão como antiviral contra a gripe e está atualmente em fase de exames técnicos nos Estados Unidos.

“Antes mesmo da OMS tomar uma decisão, estamos dispostos a responder aos pedidos individuais (de médicos) sob certas condições porque é um caso urgente”, afirmou Suga, acrescentando que seu país possuiu estoque suficiente para mais de 20.000 pessoas.

(Com informações da NHK News e Agência Kyodo)

 


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