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Japão veta Coreia do Sul na lista de parceiros preferenciais

Porto sul-coreano Incheon | Foto: Creative Commons

Tóquio retirou Seul da sua lista sua “lista branca” de países isentos de procedimentos para a aquisição de centenas produtos “Made in Japan”.

O governo do Japão anunciou nesta sexta-feira (2) que decidiu retirar a Coreia do Sul da sua lista de parceiros comerciais preferenciais, a chamada “lista branca” de países isentos de procedimentos para a aquisição de centenas de “Made in Japan”.

A decisão ocorre em razão da suspeita de que Seul não aplica medidas de segurança suficiente no setor tecnológico, o que representa mais um passo na disputa entre ambos os países.

A medida foi aprovada hoje pelo gabinete de governo de Shinzo Abe, e amplia as limitações que Tóquio aplica desde o começo de julho passado aos materiais químicos básicos comprados pelas companhias sul-coreanas para fabricar telas e chips de memória.

O veto na lista de parceiros comerciais preferenciais, que entrará em vigor no dia 28 de agosto, é visto como uma sanção contra Seul e poderá agravar a tensão bilateral.

“Trata-se de uma revisão da lista, necessária para uma gestão apropriada de controle das nossas exportações para a segurança nacional”, justificou o ministro japonês da Indústria e Comércio, Hiroshige Seko, garantindo que não é uma sanção.

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“Não é um embargo às exportações, não afetará a cadeia de fornecimento e não terá um impacto negativo nas empresas japonesas”, garantiu Seko.

O governo explicou que muitas empresas do Japão têm autorização para exportar para países que não integram esta “lista branca”, e que o mesmo mecanismo poderá ser aplicado à Coreia do Sul.

Seul reagiu afirmando que “responderá com severidade” à decisão do Japão de retirá-la da lista de parceiros preferenciais.

“Lamentamos profundamente a decisão do governo de [Shinzo] Abe”, disse Ko Min-jung, porta-voz da Casa Azul, sede da presidência sul-coreana.

“Nosso governo responderá com severidade à injusta decisão do Japão”, afirmou.

MN – Mundo-Nipo.com
Com AFP e EFE.