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Nagasaki marca 74 anos do bombardeio e pede fim das armas nucleares

Cerimônia no Parque da Paz de Nagasaki marca 74 anos do bombardeio atômico | Foto: Kyodo

Prefeito de Nagasaki leu uma declaração de paz, e exortou os países a honrarem o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

A cidade de Nagasaki, no centro-oeste do Japão, realizou nesta sexta-feira (9) uma cerimônia em memória às vítimas do bombardeio atômico que sofreu dos Estados Unidos em 9 de agosto de 1945, no que se tornou a segunda cidade do planeta a sofrer um ataque nuclear.

A cerimônia, que marcou o 74º aniversário do bombardeio, contou com a presença de 5.900 pessoas, entre alas estavam sobreviventes, familiares dos que morreram e representantes de 66 países.

O prefeito de Nagasaki, Tomihisa Taue, fez um apelo aos líderes mundiais para que apoiem o tratado de proibição de armas nucleares.

Os nomes dos 182.601 mortos foram colocados no interior do monumento central do Parque da Paz de Nagasaki. 

Os participantes dedicaram um momento de silêncio às 11h02 locais de sexta-feira (23h02 de quinta-feira em Brasília), exatamente a mesma hora em que a bomba explodiu no dia 9 de agosto de 1945.

Atualmente, a idade média dos sobreviventes, conhecidos como “hibakusha” em japonês, é de 82 anos. Muitos têm sofrido os efeitos da radiação por décadas.  

As cidades de Nagasaki e Hiroshima foram bombardeadas pelos Estados Unidos entre 6 e 9 de agosto de 1945. No dia 15 do mesmo mês, o Japão se rendeu, colocando fim à Segunda Guerra Mundial.  

O prefeito de Nagasaki leu uma declaração de paz, e exortou os países que possuem armas nucleares a cumprirem suas missões sob o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

Taue cobrou do governo do Japão, como o único país que sofreu bombardeios nucleares no mundo, a assinatura e ratificação do Tratado de Proibição de Armas Nucleares, adotado pelas Organização das Nações Unidas (ONU) em 2017.

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, no entanto, evitou tocar na questão do tratado.

“Tentaremos ser uma ponte de conexão entre os Estados que possuem e os Estados que não possuem armas nucleares. E, contando com a cooperação de ambas as partes, persistentemente exortaremos a realização de diálogos e lideraremos os esforços da comunidade internacional”, disse ele.

Izumi Nakamitsu, representante das ONU para Questões de Desarmamento, transmitiu uma mensagem do secretário-geral, António Guterres.

Ele disse que a única e verdadeira garantia contra o uso de armas nucleares é a sua total eliminação, e torná-la realidade continua sendo a prioridade – das Nações Unidas e também sua própria – para o desarmamento.

Ataques atômicos em 1945

No dia 6 de agosto de 1945, às 8h15 locais, o bombardeiro B-29 americano “Enola Gay” lançou –a cerca de 600 metros de altura– sobre a cidade de Hiroshima a bomba atômica chamada de “Little Boy”.

Com uma potência equivalente a 16 quilotoneladas de TNT, a bomba em Hiroshima causou uma deflagração que subiu a temperatura no solo a 4.000 graus.

“Little Boy” provocou de forma imediata com a vida de cerca de 80 mil pessoas. O número aumentaria até o final de 1945, quando o balanço de mortos chegava a 140 mil, e nos anos posteriores as vítimas da radiação somaram mais do que o dobro.

três dias depois da destruição de Hiroshima, os Estados Unidos lançaram sobre o Japão uma segunda bomba atômica, a “Fat Man”, que atingiu a cidade de Nagasaki, o segundo ataque atômico da história mundial causou a morte instantânea de 74.000 pessoas.

As duas bombas atômicas lançadas pelos EUA precipitaram a capitulação do Japão no dia 15 de agosto de 1945 e, de fato, o fim da Segunda Guerra Mundial.

Muitos japoneses consideram a destruição dessas duas cidades como crimes de guerra, uma vez que os alvos foram civis e sua capacidade de devastação sem precedentes.

Enquanto isso, grande parte dos americanos acredita que estes bombardeios, que precipitaram o fim da guerra entre os Estados Unidos e o Japão, impediu a perda de mais vidas.

MN – Mundo-Nipo.com
Fontes: Agência Brasil | Kyodo News.