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Embaixador do Japão diz que empresas japonesas querem investir no Brasil

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Atualmente, existe cerca de 700 empresas japonesas atuando no Brasil. Este número, apesar de significativo, não cresce há cinco anos.

O embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada, disse que aumentou o número de empresas no Japão interessadas em conhecer os projetos brasileiros, bem como investir no País. Segundo ele, os investimentos estão atrelados às reformas da Previdência e Tributária em tramitação no Congresso Nacional.

“O governo do presidente Jair Bolsonaro está apenas começando, espero que o novo governo tenha uma política de liberação da economia e política de livre comércio”, afirmou Yamada à Agência Brasil, informando que as empresas observam o Brasil com “muita expectativa”.

“Se a política se estabilizar e a economia caminhar bem, não só as empresas japonesas, mas muitas companhias do mundo terão muito interesse em investir no Brasil”, disse o embaixador.

Segundo ele, há cerca de 700 empresas japonesas atuando no Brasil. Este número, apesar de significativo, não cresce há cinco anos. No entanto, o diplomata está otimista com os possíveis avanços que virão.

Compartilhamos valores fundamentais básicos como democracia, direitos humanos e justiça. Queremos desenvolver ainda mais essa parceria não só no contexto bilateral mas nos fóruns internacionais, argumentou.

Cúpula do G20 em Osaka
Com a confirmação da presença de Bolsonaro na Cúpula do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), que será realizada em junho na cidade de Osaka, no centro do Japão, o embaixador disse que o encontro deverá intensificar as relações Brasil e Japão.

A exemplo do governo dos Estados Unidos, o embaixador disse que o Japão apoia a entrada do Brasil no grupo de países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“As empresas japonesas têm muito interesse em investir no Brasil agora. Sinto que o interesse de empresas japonesas sobre o Brasil está se recuperando”, disse.

Segundo o diplomata, há um interesse mundial no Brasil, como observa a partir de relatórios de bancos sobre a economia no mundo.

Exportações
Yamada destacou que as autoridades brasileiras e japonesas estão em contato permanente para destravar os obstáculos à exportação. Segundo ele, os principais obstáculos se concentram nas questões fitossanitárias.

O Japão tem um sistema muito rígido na questão sanitária. Se houver alguma carne contaminada, isso afetaria o Japão. Uma vez concluindo o estudo sanitário, a carne poderá voltar a entrar no mercado japonês. O tema sanitário não é político, é técnico.

O embaixador ressaltou que o “frango brasileiro quase domina o mercado japonês”. Porém, os produtores brasileiros querem elevar os números. Pelos dados oficiais, o Brasil exporta para o Japão principalmente minérios de ferro e concentrados, além de celulose e café cru. Do Japão, o Brasil compra óleos combustíveis, peças de veículos, aparelhos, automóveis, motores e pneus.

Imigração
Para p embaixador, a relação entre Brasil e Japão começou há 110 anos com a chegada dos primeiros imigrantes japoneses. Ele estimou que existe aproximadamente 2 milhões de japoneses e descendentes japoneses no Brasil, o maior contingente populacional fora do Japão.

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De acordo com o diplomata, o empenho na parceria pode ser observada, por exemplo, na execução do Projeto de Desenvolvimento do Cerrado (Prodecer), um programa de cooperação iniciado na segunda metade dos anos 1970 com a participação de técnicos e pesquisadores japoneses para incentivar o plantio de cereais, sobretudo soja, no cerrado brasileiro.

Tanto os japoneses como os brasileiros têm de estar orgulhosos com a história do Prodecer. Esse projeto é um marco na história mundial da agricultura, afirmou Akira Yamada.

Esportes
Entusiasmado, Yamada disse que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos em 2020 em Tóquio serão “os mais inovadores da história”. Sem entrar em detalhes, ele afirmou que haverá o uso de tecnologia avançada, incluindo biometria facial e robótica.

Admirador do futebol brasileiro, o diplomata disse que aguarda com ansiedade o mês de junho, quando o Japão participa, como convidado, da Copa América.

“Meu sonho é que o jogo final seja entre Brasil e Japão”, disse o embaixador, lembrando que no que se refere às tradições milenares nipônica, o reconhecimento do Brasil é total.

A pedido do governo brasileiro e da Confederação Brasileira do Judô, atletas brasileiros irão ao Japão para aprender a metodologia do ensino de judô nas escolas públicas. O objetivo é implementar nos colégios a prática que é disciplina para os alunos japoneses.

Com Agência Brasil