Ciência e Saúde

Um em cada cinco idosos sofrerá de demência no Japão em 2025, diz governo

A estimativa do governo é que o número de pacientes com demência senil poderá superar os 7 milhões em 2025.

Do Mundo-Nipo com Agência Kyodo

Um em cada cinco idosos no Japão deverá sofrer de algum tipo de demência em 2025, de acordo com a nova estimativa do governo japonês divulgado esta semana.

O relatório do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão estima que o número de pacientes com demência senil poderá superar os 7 milhões em 2025, variando entre  6,75 milhões e 7,3 milhões, quando os nascidos no pós-guerra devem superar a faixa etária de 75 anos.

Em um relatório anterior, a equipe de pesquisa do ministério estimou que o número de pacientes portadores de demência com idades acima de 65 anos estava em cerca de 4,62 milhões no ano de 2012.

A nova estimativa foi incluída no projeto de estratégia nacional do ministério para o reforço das medidas para prevenção à demência, que foi divulgado em um encontro do partido governista, o conservador Partido Liberal Democrata (PLD).

O governo afirmou que em breve finalizará a estratégia, composta por sete políticas, que incluem medidas centradas nas necessidades dos pacientes e suas famílias.

Em uma conferência internacional sobre a demência, realizada em Tóquio em novembro passado, o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe prometeu elaborar uma estratégia nacional de luta contra doenças relacionada à idade, já que o país tem visto um rápido e grande número de pessoas idosas aumentando a cada ano, enquanto a população sofre decréscimos recordes com a queda da taxa de natalidade.

Com isso, o governo pretende lançar no ano fiscal de 2016 um estudo de longo prazo envolvendo cerca de 10.000 pacientes em todo o país. A meta, segundo o ministério, é investigar o mecanismo pelo qual a doença se desenvolve.

“A doença degenerativa muitas vezes começa com lapsos de memória, então progride para os impedimentos mais graves, como perder a noção de tempo e de lugar, resultando em perda de mobilidade e dependência total de terceiros”, destaca o ministério.

De acordo com o estudo do ministério em 2013, a doença de Alzheimer é o tipo mais comum de demência senil, afetando dois terços dos pacientes, enquanto quase 20% têm “demência vascular”, causada por derrames. O terceiro tipo mais comum é a demência senil do tipo “Corpos de Lewy” (Lewy body), que atinge 4,3% de todos os pacientes e está estreitamente associada à doença de Parkinson. Além disso, a demência com corpos de Lewy, é considerada por muitos autores a segunda causa principal de demência degenerativa, atrás apenas da doença de Alzheimer.

O estudo do ministério revelou ainda que mulheres são mais suscetíveis à sofrerem de algum tipo de demência, particularmente aquelas com idades a partir de 85 anos.

Segundo o relatório da Alzheimer Disease International (ADI), divulgado no ano passado,

o número de pessoas com demência no mundo aumentou em 22% nos últimos três anos, e já atinge mais de 44 milhões de pessoas.

Além disso, o estudo as ADI aponta para uma realidade mais assustadora, afirmando que o número deve triplicar até 2050, quando 135 milhões de pessoas podem apresentar demência no planeta, sendo 16 milhões na Europa Ocidental.

== Kyodo

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