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Zaccheroni diz não temer pressão e que Japão está pronto para reagir na Copa

Os “Samurais Azuis” enfrentarão nesta quinta uma Grécia que também tem a obrigação de vencer.

Do Mundo-Nipo

Japão, derrotado na primeira rodada do Grupo C da Copa do Mundo, tem um duelo marcado com a Grécia às 19h00 desta quinta-feira (19), em Natal, e só pode pensar na vitória para continuar sonhando com uma vaga nas oitavas de final. O técnico do Japão, o italiano Alberto Zaccheroni, diz que não teme pressão e que sua equipe está pronta para lutar por uma vitória sobre a Grécia.

 

Alberto Zaccheroni em coletiva de imprensa no Brasil (Foto: Aflo Images)

Alheio as críticas, Zaccheroni garante que não teme pressão e diz que sua equipe está pronta para lutar por uma vitória sobre a Grécia (Foto: Aflo Images)

 

Muitos comentaristas consideram o Japão a seleção mais forte da Ásia, mas a partida contra a Costa do Marfim mostrou que isto não significa muita coisa em uma competição como a Copa do Mundo. Os japoneses até abriram o placar, com Keisuke Honda, mas foram dominados na segunda etapa.

Os “Samurais Azuis” enfrentarão uma Grécia que também tem a obrigação da vitória na Arena das Dunas. O time europeu foi atropelado por 3-0 pela Colômbia na estreia.

O Japão chegou ao Brasil com o sonho de repetir a campanha da África do Sul-2010, quando a equipe superou a primeira fase e chegou às oitavas de final, etapa na qual foi eliminado pelo Paraguai nos pênaltis.

Zaccheroni tem um grande apoio entre os torcedores japoneses, mas a falta de vontade dos ‘Samurais’ contra a Costa do Marfim provocou algumas reações.

O ex-capitão Hidetoshi Nakata, agora comentarista do Mundial para a emissora pública ‘NHK’, foi implacável em seu comentário sobre Zaccheroni. “Temos que pensar como queremos jogar porque até agora estou tentando entender como Zaccheroni deseja que a equipe jogue”.

Keisuke Honda, meio-campo do Milan, reclamou depois da partida. Ele disse que o Japão “não jogou como sabe”, enquanto o atacante Shinji Kagawa, do Manchester United, sugeriu que o time tenha mais ousadia contra a Grécia.

“A Grécia vai sair para atacar e não temos outra opção a não ser seguir a mesma estratégia”, disse Kagawa.

Apesar de ter sofrido a virada contra a Costa do Marfim, o zagueiro Maya Yoshida acredita que sair na frente do placar contra os gregos será crucial.

“Estamos muito decepcionados com a derrota na primeira partida, mas ainda temos que jogar duas partidas”, declarou Yoshida.

Para o defensor, abrir o placar dará a oportunidade para a seleção japonesa explorar os contra-ataques, o que seria vital para garantir uma vitória até por um placar elástico.

Alheio as críticas, Zaccheroni garante que não teme pressão. “Todos os times estão sob pressão e estamos aqui tentando superar cada etapa, vencer a cada partida. Nós sabemos também, como já foi visto em grandes partes dos jogos, um equilíbrio. Aqui temos os melhores times do mundo e os resultados nunca são previsíveis. Treino há 30 anos e nunca vi qualquer temporada sem pressão. Então isso é normal. No Japão há expectativas importantes e temos que respeitá-las”, disse o italiano, acrescentando que pediu reação a sua equipe que, segundo ele, está pronta para lutar por uma vitória sobre a Grécia.

O técnico italiano não deu pistas sobre o time que vai lançar contra os gregos, mas deixou nas entrelinhas de que não deve fazer modificações na escalação, e sim na postura tática da equipe. Desta maneira, o provável Japão tem: Kawashima; Uchida, Yoshida, Nagatomo e Morishige; Hasebe, Yamaguchi, Honda e Kagawa; Okazaki e Osako.

(Com informações das agências AFP, Kyodo e Aflo Images Editorial)

 


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