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Bolsa de Tóquio recua mais de 1% e fecha no menor nível em 10 dias

A bolsa japonesa foi influenciada pelas perdas de ontem nos mercados norte-americano e europeu.

Do Mundo-Nipo com Agências

A Bolsa de Valores de Tóquio fechou em baixa de mais de 1% nesta sexta-feira (17), com o Nikkei caindo ao menor nível em mais se uma semana, influenciado pelo recuo do dólar e pelas perdas de ontem nos mercados acionários dos Estados Unidos e da Europa. Além disso, os investidores estão cautelosos, aguardando os relatórios financeiros de empresas japonesas em relação ao ano fiscal encerrado em março, que serão divulgados na próxima semana.

O Nikkei 225, índice que reúne as empresas mais negociadas da bolsa japonesa, recuou 232,89 pontos, baixa de 1,17% ante o fechamento anterior, encerrando aos 19.652,88 pontos, menor nível desde o dia 7 de abril. Já o indicador Topix, que agrupa os valores da primeira seção em Tóquio, teve recuo de 10,73 pontos, desvalorização de 0,67% ante o fechamento de quinta-feira, encerrando o dia aos 1.588,69 pontos.

Logo na abertura da bolsa japonesa, o Nikkei já operava em baixa, puxado pelas perdas na noite de ontem em Nova York, com recuo de 0,04% no índice Dow Jones e de 0,08% no S&P 500. Na Europa,  o índice alemão DAX caiu 1,9%, depois da notícia de que o Fundo Monetário Internacional havia recusado o pedido da Grécia para postergar o reembolso dos empréstimos.

A bolsa da capital japonesa também foi influenciada pelo enfraquecimento do dólar na quinta-feira, que caiu a 119,03 ienes, de 119,13 ienes na quarta-feira, o que prejudica as exportadoras do Japão, uma vez que suas receitas são registradas em dólar.

No noticiário corporativo, a Sharp liderou as maiores baixas, com queda de 5,7%, depois de divulgada a informação de que a empresa chegou a um acordo com dois de seus maiores credores para receber cerca de 200 bilhões de ienes via operações de swap.

Além disso, as ações do McDonald’s no Japão caíram 0,5% após a companhia anunciar que espera um prejuízo de 38 bilhões de ienes em 2015, resultado que, se confirmado, seria o pior desde 2001. A CEO da empresa, Sarah Casanova, disse que pretende fechar 131 lojas não lucrativas.

(Com informações das Agências ‘Estado’ e ‘Kyodo’)

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